
Durante os dias 11 e 12 de abril (segunda e terça-feira) a cidade de Mococa teve a oportunidade de discutir ideias e melhorias para o município através do 2º Fórum de Desenvolvimento Econômico. O evento é uma realização da Prefeitura Municipal, Associação Comercial e Industrial, FaFEM / FUNVIC e SEBRAE. O encontro aconteceu no Teatro Municipal com a presença de estudantes, empresários e políticos.
O prefeito municipal Dr. Antônio Naufel fez a abertura do Fórum, e afirmou a importância do encontro ao comentar que a cidade vive um momento histórico. “Através do Fórum de Desenvolvimento Econômico traçamos um perfil da cidade e juntos buscamos idéias que possam colaborar com o desenvolvimento local, provocando a população a pensar a cidade para os próximos anos”, disse.
Dr. Eduardo Ribeiro Barison, presidente da Fundação Municipal de Ensino de Mococa, priorizou em seu discurso o investimento em educação, que, segundo ele, é a principal ferramenta para a transformação de uma cidade. “É impossível falarmos em desenvolvimento econômico e social sem priorizar a educação nos seus diferentes níveis, desde a pré-escola ao ensino superior”, completou.
Para o presidente do Fórum e vice-presidente da Associação Comercial e Industrial, José Eduardo de Carvalho, a transformação começa quando a sociedade toma consciência que a cidade precisa mudar. “Este evento é a prova que a população está preocupada com o futuro e não somente com o presente, a união de todos os setores produtivos e a participação de várias entidades de classe é fundamental para o desenvolvimento de Mococa”.
Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Mococa, Aguinaldo Leme, o 2º Fórum consolida a participação popular no processo de elaboração de políticas públicas e prepara a cidade para um futuro promissor. “O que estamos fazendo hoje, com certeza, terá um salto positivo, onde nossa cidade alcançará o seu objetivo: o desenvolvimento sustentável com uma sociedade participativa” finalizou.
Desenvolvimento Local
Após os discursos de abertura, foi proferida uma palestra pelo Consultor Regional do Sebrae, região de Piracicaba, Paulo Cereda. Com o tema, Desenvolvimento Local foi abordada a importância de buscar ideias para reforçar o desenvolvimento e para trabalhar a identidade local. “Precisamos sair da zona de conforto e buscar soluções que agregam valores para uma mudança, trabalhando a ideia da facilidade de integração através da comunicação e tecnologia”, esclareceu o palestrante. Cereda ressaltou ainda, a importância da união de grupos de debates na cidade, onde todos podem transferir conhecimentos, tornando Mococa como pólo de atração e assim buscar vocações locais.
Dados Socioeconômicos
A professora da FaFEM e coordenadora do curso de Ciências Contábeis, Aline Fliglioli, apresentou os dados socioeconômicos do município, a partir de dados disponibilizados em órgãos governamentais, como por exemplo, a Fundação SEADE. Após a apresentação, abriu-se a discussões sobre os pontos em que a cidade necessita melhorar e como reverter os índices desfavoráveis.
2º Dia de Fórum – Palestra e lançamento dos Anais
O segundo e último dia de Fórum foi marcado pelo lançamento dos Anais do primeiro evento, realizado em novembro de 2009. O documento, que foi distribuído aos presentes, reúne as impressões, projetos e resultados obtidos naquela oportunidade e contou com o patrocínio da empresa de Telecom Art It, que custeou a impressão em formato de livro.
Após o lançamento, o Fórum foi encerrado com a brilhante palestra do professor José Marinho, presidente da Futura Intercontinental Soluções, com o tema: A construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária em meio à Hipercompetição.
Marinho reafirmou a importância do Fórum, salientando que Mococa vive um momento histórico, onde a comunidade é a principal responsável pela busca de alternativas e soluções para o desenvolvimento. Durante a palestra, afirmou que é necessário buscar novas ideias e abandonar velhos hábitos que atrapalham o desenvolvimento “Não é fácil abandonar velhos paradigmas, mas o mundo necessita que sejamos flexíveis, que aprendamos a trabalhar sozinho ou em equipe, de competir, cooperar. Precisamos pensar local e ao mesmo tempo global, o mundo implora por líderes e não mais gestores”, destacou.
Marinho mostrou exemplos de pessoas que mudaram a história através de sonhos, independente de raça, credo, faixa etária, religião. “A transformação acontece com pequenos gestos. As pessoas que escreveram a história no passado querem que continuamos a escrevê-la através de ações que mudem os acontecimentos ao nosso redor”, finalizou.