
Começou nesta segunda-feira (8) em todo Brasil a campanha de vacinação. No Estado de São Paulo a previsão é vacinar cerca de 20 milhões de pessoas contra a influenza A (H1N1), também conhecida como nova gripe. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, durante a primeira etapa, que vai até o dia 19 de março, serão imunizados cerca de 704 mil profissionais de saúde do estado. Eles trabalham diretamente em 6,4 mil serviços de resposta à pandemia, públicos e privados. A população indígena também vai ser vacinada primeiro.
Nessa fase inicial, deverão ser vacinados médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica. A vacinação dos profissionais de saúde ocorrerá no próprio local de trabalho deles. Já a imunização da população indígena será feita nas aldeias, em parceria com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
A única contra-indicação para se tomar a vacina é para quem tem alergia a ovo. Essas pessoas não devem ser vacinadas.
Região
Em Campinas, a secretaria municipal de Saúde anunciou que nesta primeria fase 32 mil profissionais da saúde e indígenas serão imunizados, até o final da campanha 540 mil pessoas deverão tomar a vacina. Em toda a região de Campinas, serão 1,2 milhão de beneficiados e outros 756 mil na região de Ribeirão Preto.
Índios
A comunidade indígena faz parte dessa primeria etapa de vacinação. Na cidade de Caldas, no Sul de Minas, serão imunizados a prtir de hoje 65 crianças e adultos da Tribo Xucuru Cariri.
Morte
Na última sexta-feira (5), foi confirmada a primeira morte pela gripe H1N1 este ano no Estado de São Paulo, de um morador de Santa Bárbara d’Oeste, na região de
Campinas.
Segundo a Secretaria da Saúde de Santa Barbara d´Oeste, o homem estava internado desde 24 de fevereiro na Santa Casa e já havia sido medicado com o Tamiflu, mas o quadro dele se agravou com uma crise respiratória. Ainda segundo a secretaria, os parentes e pessoas próximas à vítima serão medicados e acompanhados durante sete dias.
No ano passado, a doença atingiu 458 pessoas e fez 53 vítimas fatais na região de Campinas, quatro delas em Santa Bárbara d'Oeste. No Brasil, foram aproximadamente 1,7 mil mortes e 40 mil casos graves.